O tema da história brasileira não são as liberdades individuais, mas nossas "gritantes desigualdades sociais". Trata-se de uma história vazia.
Quase tão vazia quanto o juízo estético de um pobre.
Pobres, aliás, são os verdadeiros culpados pelo "aumento alarmante de nossas desigualdades". Ou os mais evidentes, embora prefiram negá-lo.
Uma explicação quase algébrica: ricos têm pouquíssimos filhos, menos que dois por casal, e isso permite que o nível de vida mais que se mantenha, até aumente de geração para geração. Já os pobres, procriando feito cães, em vez de repartirem sua miséria, conseguem apenas aprofundá-la. QED.
O cristianismo me impede de mencionar atenção dispensada e a família ser a base da sociedade. Bem como outros conceitos dinâmicos simples... a seleção natural que deriva de surtos populacionais; o papel da burocracia, da corrupção e da chantagem para a manutenção do Estado, e portanto sua única chance de prosperidade. Religião, Ciência, Chapéus.
Mas é natural que não se enxergue o óbvio, preferindo impingir a culpa a pequenos incidentes, imprecar a má vontade ou a maldade das elites do bairro. Little things, little minds.