Paris, Texas
Gente de outra religião, instrução, cor, nariz e sotaque reclama de ser discriminada na França. Estas pessoas não são queridas pela população que detesta até turista, e é natural que atear fogo em carros vá melhorar sua imagem.
Pelo que li (vinte linhas), dois bacaninhas se esconderam dentro de um transformador, e quando isso resultou em sua eletrocussão, todos se revoltaram e saíram às ruas exigindo empregos decentes e melhores condições de vida -- direitos que, sabe-se, todos os pobres e imigrantes têm --, além do direito a ir trabalhar de burca encardida, ou fantasiados de tender.
Se querem saber, acho que toda revolta na história da França decorre da falta de banho da população. E não se trata apenas do suor que exalam durante as manifestações -- quando a coisa só piora, entrando num círculo vicioso do fedor --, mas o afetamento, o exagero, decorrentes da falta de um bom banho.
Porque fede, o francês usa perfumes. Mas não como um ser humano normal, não: ele se encharca, quase toma um banho de água-de-cheiro. E assim acostuma o seu espírito a manifestações sempre exageradas nos mais diversos ramos da vida -- e a rixa com os fleugmáticos ingleses em nada ajudou. No campo artístico é tudo muito evidente, e tantas são suas revoluções românticas, que nem há o que comentar. E a moda, que é senão um exagero visual, todas aquelas plumas e chapéus? Revoluções como as de 68, fadadas ao nada. Napoleões e Robespierres, Luíses e De Gaulles... tudo muito afetado.
Agora queimam carros, produzindo inimaginável calor. Quando para inteirar o salário, melhor seria lavá-los, a preço de ocasião. Mas, é claro, o banho, sempre contrários ao banho.
Pelo que li (vinte linhas), dois bacaninhas se esconderam dentro de um transformador, e quando isso resultou em sua eletrocussão, todos se revoltaram e saíram às ruas exigindo empregos decentes e melhores condições de vida -- direitos que, sabe-se, todos os pobres e imigrantes têm --, além do direito a ir trabalhar de burca encardida, ou fantasiados de tender.
Se querem saber, acho que toda revolta na história da França decorre da falta de banho da população. E não se trata apenas do suor que exalam durante as manifestações -- quando a coisa só piora, entrando num círculo vicioso do fedor --, mas o afetamento, o exagero, decorrentes da falta de um bom banho.
Porque fede, o francês usa perfumes. Mas não como um ser humano normal, não: ele se encharca, quase toma um banho de água-de-cheiro. E assim acostuma o seu espírito a manifestações sempre exageradas nos mais diversos ramos da vida -- e a rixa com os fleugmáticos ingleses em nada ajudou. No campo artístico é tudo muito evidente, e tantas são suas revoluções românticas, que nem há o que comentar. E a moda, que é senão um exagero visual, todas aquelas plumas e chapéus? Revoluções como as de 68, fadadas ao nada. Napoleões e Robespierres, Luíses e De Gaulles... tudo muito afetado.
Agora queimam carros, produzindo inimaginável calor. Quando para inteirar o salário, melhor seria lavá-los, a preço de ocasião. Mas, é claro, o banho, sempre contrários ao banho.

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